Terça-feira, Novembro 11, 2008
Link de encerramento à Dipanda
Publicada por Recortes de Memória em 2:20:00 AM 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
A Risível Crise Financeira
Publicada por Recortes de Memória em 12:35:00 AM 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas: Política
Quinta-feira, Setembro 25, 2008
Àquela mulher...
Não desapareci, não me afastei. Ainda cá estou. Percorrendo os teus labirintos. A estrutura com que argamassas dados adquiridos. Venho como que para a última viagem – e não tenho forças para acreditar que não seja. As batalhas feitas de utopias são coisas de outras vidas. Vencido, trago as armas para as depositar aos teus pés, venho prestar-te vassalagem. Sei que não morri as vezes suficiente para acreditares em mim. Sei que trago muito de impuro das vidas que ainda habito. Porém, estou a aprender a morrer. Quero tocar-te com a leveza pura da morte. Com a pureza que não causa dor. A dor do toque abstracto. Estou a aprender a morrer com as mortes indubitáveis. Mesmo quando és assaltada por ódios de memorias distantes. Mesmo quando te retrais e voltas a envergar a gélida armadura. Ainda que já não façam sentido vou continuar a imprimir-lhes contornos especiais e efeitos inéditos. Porque, por ti, sempre quererei mortes com contornos inusitados. Isso porque te quero eternamente mortal.
Publicada por Recortes de Memória em 2:13:00 AM 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas: Recortes de memória
Quinta-feira, Setembro 11, 2008
À Joana, um devido prometido
Respondo ao desafio colocado pela Joana. Porque não escrever sobre ti? Reconheço que no princípio pensei que seria fácil. Pensei que fosse simples. Pensei que podia, baseando-me nas poucas conversas que tivemos, traçar-te o perfil, dissertar sobre os teus devaneios, interpelar as tuas dúvidas... Como se pudesses caber num qualquer departamento de lugares-comuns, como se fosse fácil sopesar-te, inventaria-te ou catalogar-te. O estar diante deste desafio demonstra em grande medida que será sempre pouco a medida em que se decide escrever sobre ti. Reconheço em mim o problemas. Trabalho com escalas que não se adaptam ao formato do texto em causa. Por menos que queira, o formato do texto sobre ti sai-me infectado pela estrutura telegráfica do teu blogue. Pensar em ti é me aprisionar nesta tua estrutura sumariada de resolveres problemas complicados. É pensar em tudo sem passar dos títulos, epígrafes ou epitáfios. Pensar em ti é como decretar sentenças sem verbos. É deduzir do teu andar emoções com substância ou supor, pela cor da roupa que vestes, que a tua amizade ainda é um lugar que se pode visitar.
Publicada por Recortes de Memória em 3:18:00 AM 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas: Recortes de memória